Sabe quando um pinguinho de shampoo cai no seu olho durante o banho e você precisa ficar ao menos um minuto enxaguando o local para minimizar o ardor?
Imagine agora que esse pinguinho de shampoo que caiu em seu olho fechado seja transformado em uma substância ainda mais potente, colocada num conta-gotas e despejada em seu olho aberto…
Mesmo amarrado, você se debate desesperadamente enquanto o produto parece corroer seu organismo. Não há como retirá-lo ou amenizar seu impacto e a dor; seja com água ou com algum anestésico.
Passada a dor excruciante, ficam os efeitos colaterais e a grande chance de você perder a visão e o olho.
Isso tudo para que as pessoas possam colorir seus cabelos em segurança.
Sim! Você não leu errado e Não! Este não é um devaneio altamente despropositado.
Essa prática é comum em laboratórios que avaliam a toxidade de produtos de limpeza e costméticos. Os testes Draize são feitos em coelhos, que são imobilizados para não tentarem arrancar seus próprios olhos, e podem levar semanas.
Além do Draize, há o LD 50, um teste fatal, e outros métodos que consistem no envenenameno, no confinamento, na aplicação de produtos corrosivos na pele esfolada de animais, no isolamento de filhotes, no consumo de tabaco e alcóol forçado em grandes quantidades e por um largo período, na fratura de membros… e por aí vai.
Tudo isso “em prol” do consumidor humano.
Estima-se que, apenas nos Estados Unidos, todos os anos, cerca de 115 milhões de bichos sejam usados como cobaias em laboratórios e, logo (após ou durante), mortos. De acordo com a organização Peta, a indústria de testes em animais se converteu em um negócio milionário, envolvendo governos, empresas, universidades e criadores de animais. As indústrias de cosméticos, produtos de higiene e gêneros alimentícios são os principais perpetradores desse tipo de teste.
Mas alegar que a segurança dos consumidores justifica a tortura de animais é, no mínimo, uma postura despropositada, retrógrada e, claro, cruel.
É inconcebível que, com o avanço da ciência nos dias atuais, tais práticas ainda existam e sejam defendidas como como única forma de assegurar o bem-estar da espécie humana.
A organização brasileira PEA (Projeto Esperança Animal) lista um série de descobertas das ciências médicas que não se utilizaram de cobaias animais. Dentre elas, destacam-se a descoberta da penicilina e das formas de transmissão do vírus HIV, o desenvolvimento da vacina contra a Febre Amarela, de tratamentos para o câncer de próstata e drogas antidepressivas.
Vi em um documentário certa vez que a cada 3 minutos morre um animal vítima de testes em laboratórios na Europa. No entanto, é no velho mundo onde há maior consciência quanto a tal prática. Os produtos que não usam cobaias recebem, inclusive, um selo.
Através desse mesmo documentário, soube que os cães da raça beagle são os mais procurados para testes, uma vez que são calmos e dóceis.
Estranho é ouvir o argumento que atesta a inferioridade dos animais perante o ser humano como forma de ratificar os cruéis testes. Soa um tanto nazista, não?!! Sem contar que extremamente desumano, com o perdão do jogo de palavras.
E irônico é saber que muitas das empresas acusadas de usar cobaias comercializam produtos que serão oferecidos a outros animais, como rações e produtos de higiene veterinários.
Ao contrário de muitas das organizações que denunciam os testes defenderem os hábitos vegan e/ou vegetariano, afirmo que eu não sigo essas linhas, apesar de reconhecer seus benefícios tanto para o bicho homem quanto para os outros bicho e de admirar sua causa (quando não aderir em alguma medida).
No entanto, o fato de alguém gostar de comer carnes não impede que busquemos um consumo consciente, livre de crueldades e práticas desnecessárias realizadas em animais indefesos.
Informe-se e evite produtos livre de crueldade, seja ela perpetrada na hora do abate do animal que você irá consumir, seja ela cometida em laboratórios.
Pense duas vezes antes de passar o desodorante AXE para atrair as gatinhas, antes de usar o Close-up para dentes mais brancos e hálito mais refrescante, a gilette para um barbear mais preciso, o sabonete Dove para uma pele mais hidratada, as fraldas Pampers para um bumbum mais sequinho, o condicionador Pantene para cabelos mais sedosos (como os da Pop Top e pouco informada Gisele Bünchen) e, porque não, os shampos Jonhson & Johnson que não ardem quando caem nos olhos… dos bebês humanos, claro.
Confira aqui a relação das empresas internacionais que realizam e as que não realizam testes em animais.
E conheça a lista brasileira das empresas que não financiam a crueldade com animais.










MEDO dessa indústria da beleza O.o