A espera era longa. O melhor seria ouvir a sabedoria popular: sentar e esperar. No caso da Larissa, o jeito era esperar deitada, privar-se do direito de ir e vir, restringir movimentos, enclausurar-se. Junto dela, mais 1000 pessoas esperavam na fila por um transplante ósseo. Naquele ano, houve somente 2 doações. Cada doador pode beneficiar 30 pessoas, ou seja, apenas 60 pessoas foram atendidas. Nada da fila andar. Mas, chegar até ali já era uma vitória. Foi uma luta contra a desinformação e o desserviço oferecidos por aqueles que tinham por obrigação assegurar o direcionamento de Larissa em sua busca por qualidade de vida.
Portadora de Artrite Idiopática Juvenil desde os 7 anos de idade, essa grande pessoa hoje tem 32. Durante seus DOIS transplantes- precisa ser muito guerreira para passar por dois procedimentos como esse- Larissa escreveu um livro. Diário de um Transplante Ósseo- na real dois foi lançado em 2007. Foram 5 mil exemplares distribuídos gratuitamente. A empreitada contou com o apoio do Senado Federal e o lançamento se deu na Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência.
A idéia era informar e, de lambuja, trazer, através de sua experiência, alento às pessoas que passavam pelo mesmo desafio.
Mas, a obra desta jornalista, mulher, militante, cidadã, guerreira, amiga, filha e futura mãe transcende aquele seu primeiro objetivo de denunciar, de informar e esclarecer as pessoas através de sua experiência pessoal. Ela é, hoje, um instrumento de mudança social e uma peça-chave na luta por qualidade de vida.
Quando fez seu primeiro transplante, em 2006, havia mais de 1200 pessoas na fila por osso. Hoje, são 600. A campanha surtiu efeito!
Agora, dois anos depois do primeiro lançamento, o livro ganha sua segunda edição. Desta vez, ele será vendido à preço de custo. Nada mais justo!
Saiba como adquiri-lo aqui:
Através de sua vivência, Lalá prova que ainda falta muito, mas que é possível lutar por uma vida mais saudável, justa, digna e feliz. Qualidade de vida é possível!!!
Especialmente quando temos alguém como Larissa neste mundo.
Leia o que diz a autora sobre a segunda edição de seu livro:
“Essa segunda edição é muito especial para mim. Primeiro pelos depoimentos das pessoas que já leram o livro e, a partir de então, se tornaram doadores e passaram a divulgar a causa. E, principalmente, porque, hoje, mais de 10 mil pessoas sabem que transplante de ossos existe em função do livro. Segundo, porque esses três mil exemplares novos vão pras livrarias, bancas e internet – formadores de opinião. E aí, é informar nua e cruamente”.










Um lindo trabalho dessas meninas (elas tem coração de ouro). É uma história muito tocante de força, coragem e determinação. Parabéns a vocês que trouxeram a realidade aos nossos olhos e esperança para aqueles que já não tinham.
Beijos
Ni! Valeu cara. Belo texto, pupila.
Bjs
Ota Ni!