Eu não leio nem vejo as transmissões da grande mídia. Tenho respeito e amor ao meu bem-estar físico e mental. Neste fim de semana (estou atrasada, mas, antes tarde que…), me deparei, acidentalmente, com um suplemento “especial” do diário candango “Correio Braziliense”, entitulado Noroeste.
O jornal é ferrenho defensor do governo do Detrito Federal, encabeçado pelo ex-senador do caso da Violação do Painel do Senado, Roberto Arruda (DEMO), e seu vice, o empreiteiro Paulo Octavio.
O caderno “especialíssimo” exalta o projeto de construção do novo bairro para a classe altíssima da capital, o setor Noroeste. Em meio à polêmica de construir uma área residencial em reserva ambiental e indígena, o então eleito GDF conseguiu destravar os processos e, segundo o jornal, “A Terracap já faturou R$ 1,1 bilhão em licitação de terras. E a primeira incorporadora a lançar apartamentos vendeu 92% dos imóveis em apenas 3 dias”.
O suplemento traz argumentos extremamente favoráveis ao empreendimento. E é só. Nenhuma crítica. Ao menos nas manchetes (pois não tenho estômago para ler as matérias): “O Noroeste foi previsto pelo urbanista Lucio Costa”; “Apartamentos Verdes”; “Ecologicamente correto” e, o mais cara-dura, “Reverência ao Cerrado”.
A capa traz a foto de uma família de classe “média” alta de Brasília e esboça a felicidade do Basilian Way of Life.
Paulo Octavio é o maior especulador imobiliário de Brasília e detém o monopólio do setor na capital.
Ninguém, ao menos na grande mídia, questiona as intenções (pessoais e comerciais) do governo do DF em relação à obra e muito menos os meios utilizados por ele para garantir o empreendimento.
No ano passado, a Agência Brasil mostrou as “outras versões” desta história. Acho que “vale a pena ver de novo”:










[...] a) meu protesto, oferecendo aos moradores da capital (e a todos os brasileiros), algo mais ameno que o veiculado na atual conjuntura política da cidade (assunto que, inclusive, já tratei aqui); [...]