Eu, como todo bom (????) jornalista, vislumbro um lado positivo dessa criseaiada toda nos mercados mundiais…
Por razões, obviamente, extremamente distintas daquelas dos meus “felow americans” companheiros de labuta.
Na verdade, a comparação é mera desculpa para espinafrar essa corja.
Salvo diversas exceções, sei que a grande maioria dos despreparados e incompetentes “repórteres” se delicia com uma “tragédia” de proporções mundiais.
Afinal, uma crise como essa garante grande tranqüilidade aos editores, já que determina, automaticamente, manchetes por vários dias e ainda poupa-os do trabalho de estruturar mais e melhor o noticiário… Gente! (em se tratando de um tele ou radiojornal) É só enfiar 5, 7, 10 minutos de ladainha de “especialistas” “analisando” as conseqüências de tamanha “tragédia”.
Oba! Happy Hour garantido hoje, hein!?
Infelizmente, já testemunhei tais comportamentos e me aperta o coração imaginar o regozijo de supostos jornalistas ao fechar um jornal mais cedo por que a entrevista com o “especialista” e o vivo gigantesco do repórter já garantiram 10 minutos do jornal.
Quanto a mim, durmo de consciência limpa. Como jornalista.
Como cidadã (e jornalista), claro que me preocupo com a alta do dólar no meu bolso e com as demissões em massa que os banqueiros estão doidos para desencadear.
Mas, que é bom, ou melhor, ótimo, ver a cara de tacho dos neoliberais anunciando pacotes “intervencionistas” no mercado, aaahhh! Isso, como dizem os publicitários do Mastercard, não tem preço!
Afinal, “Há coisas que o dinheiro não compra”.
Pena que a verba beneficie, como de praxe nesse sistema, apenas os grandes em detrimento dos pequenos. E a suposta abertura não passe de algo raso e de pouca possibilidade de mudança.
Daniel Pádua comentou entrevista interessantíssima do Chomsky.
Cito ele, que cita ele, que cita outro… (????)
“(..) enquanto o público não ganhar controle efetivo das principais instituições da sociedade -financeiras, industriais, mídia etc.- a política permanecerá como “uma sombra dos negócios sobre a sociedade”. Naturalmente, esse é o tipo de negócio que o mundo prefere. E a sua dominância sobre os sistemas doutrinários e políticos é tão enorme que a tirania privada é chamada de “democracia”.
Já a ameaça de haver democracia real é chamada de “ameaça da tirania”.”











Assistindo ao noticiário em tv a cabo, fica óbvio essa procura pela próxima notícia que irá preencher a pauta nos n-jornais seguintes.